terça-feira, 27 de novembro de 2012

O INSUPERÁVEL VALOR SEMÂNTICO DA PALAVRA ENTUSIASMO

Nós, espíritos encarnados em um dos mundos de provas e expiações - o planeta Terra -, defrontamo-nos a todo instante com os mais variados e quase sempre aflitivos problemas do cotidiano, gerados de forma consciente ou inconsciente pelos nossos próprios pensamentos, palavras e atitudes, que nos põem em sintonia com as energias circunstantes equivalentes. 

Não existem, pois, dores e sofrimentos injustos ou desarrazoados. 

Somos o que pensamos, já que o pensamento precede nossa fala e nossa ação. Noutras palavras: ao agirmos livremente ("a semeadura é livre") provocamos uma inevitável reação energética correspondente ("mas a colheita é obrigatória"). 

À medida em que evoluímos no campo intelectual, vamos compreendendo gradativamente as leis divinas que regem o Universo e, por via de consequência,  distinguindo os padrões mentais que nos escravizam ao plano terreno dos que nos impulsionam à conquista da plenitude, aos braços de Deus, nosso Pai e Criador!

Após distingui-los, devemos esforçarmo-nos infatigavelmente pela otimização do teor preferencial dos nossos pensamentos (eis a reforma interior preconizada pela Doutrina Espírita), plasmando uma nova tela mental povoada por padrões mentais positivos e saudáveis.

Para tanto, o ENTUSIASMO pela vida corpórea constitui o único alicerce que nos permitirá suportar o peso que constantemente recai sobre os nossos ombros, como nos adverte o querido mestre Jesus.

Mas, o que significa ENTUSIASMO? Etimologicamente, a palavra grega  enthousiasmos é composta pelos termos en (dentro) + Theos (Deus), mais a terminação asmos. Depreende-se, portanto, com extrema facilidade, que o ENTUSIASMO consiste em abrigar Deus dentro de si.

Daí a insuperabilidade mencionada no título desse recorte fraterno.

Que Deus nos abençoe!    


quinta-feira, 22 de novembro de 2012


UMA FORMA INUSITADA DE LIMPAR A MEMÓRIA DA HP-12C
No período de 12/08 a 22/11/1991, inclusive, o Banco do Nordeste patrocinou a realização do 1.º Curso de Formação de Gerentes Classe Especial, na cidade de Fortaleza(CE).
 
A experiência adquirida em treinamentos precedentes induziu o então chefe do Departamento Financeiro do BNB, Dr. João Batista dos Santos, a prefaciar suas aulas de Matemática Financeira com o ensino das funções básicas da HP-12C, sobretudo no tocante à utilização das cinco primeiras teclas da calculadora.
 
Assim que iniciou os estudos destinados à obtenção da taxa efetiva anual equivalente à taxa de juros de 5% ao mês, ou seja, para resolver a expressão algébrica i= (1 + i)n, sendo ia a taxa efetiva anual, i  a taxa mensal de 5% e n o número de meses do ano, o mestre benebeano se deparou com um problema inesperado: um dos alunos, o "Ferreirinha", não conseguia encontrar o resultado de 79,59% a que todos os demais havia chegado com o emprego das teclas financeiras da HP-12C.

Surpreso, João Batista particularizou a instrução: 

- "Ferreirinha", digite primeiro o número 12 e armazene na primeira tecla da HP, encimada pela letra n; em seguida, digite o número 5 e armazene na segunda tecla, identificada pela letra i; agora, digite o número 100 e clique na tecla PV, para armazená-lo como Valor Presente; aperte agora as teclas FV e CHS e obterás como resultado o montante de  179,59 (100 do capital armazenado em PV + 79,59 de juros). Consequentemente, 79,59% é a taxa efetiva anual equivalente a 5% ao mês. Tudo ok?

-   Tá não, professor. Na minha máquina dá 8.138,15!!!

Por mais algumas vezes o instrutor repetiu pacientemente a sequência dantes exposta, esmerando-se na exposição didático-pedagóca da matéria. Em todas elas, porém, os incompreensíveis 8.138,15 ocupavam teimosamente o visor da HP-12C de "Ferreirinha". 

Após constatar que seu aluno estava armazenando corretamente os números que lhe transmitia, João Batista valeu-se de seu conhecimento matemático e checou, um a um, o conteúdo das cinco primeiras teclas da calculadora utilizada por seu aluno.

Comprovou, então, que a tecla PMT abrigava em suas entranhas um resíduo numérico de 500, oriundo provavelmente de algum exercício matemático anterior, justificando, portanto, os 8.138,15 que apreciam no visor da calculadora (trocando em miúdos: o valor contido na tecla PMT indicava que além do capital inicial de 100, estocado em PV, foram feitos 12 acréscimos mensais, iguais e consecutivos de 500).

Feliz com a descoberta, o mestre instruiu seu aluno de forma estritamente técnica, que se mostraria absolutamente ineficaz e ineficiente: 

- "Ferreirinha", a memória de sua máquina está suja. Limpe-a, e obterás o resultado almejado.

Sem pestanejar, e por desconhecer por inteiro a existência e funções das teclas CLEAR da HP-12C, "Ferreirinha" esfregou o visor de sua calculadora na manga longa da camisa que vestia!!!                        
 

quarta-feira, 21 de novembro de 2012


DO CUIDADO QUE SE DEVE TER COM CERTAS PALAVRAS


Há muito tempo, numa pequena comunidade interiorana do Estado de Sergipe, uma senhora de meia idade, trêmula e ansiosa, aguardava, desde cedo, na entrada da casa em que funcionava o único cartório local e na qual o juiz de direito exercia os seus afazeres jurisdicionais, alguém que lhe explicasse o conteúdo do envelope que lhe fora entregue por um carteiro e que segurava forte e nervosamente com ambas as mãos.

Acostumado com tais situações, o experiente magistrado percebeu logo ao chegar ao seu local de trabalho o estado emocional da referida senhora, e dela se aproximou com um largo sorriso no rosto. Após cumprimentá-la cordialmente, o douto juiz se lhe apresentou com tal e perguntou-lhe em que poderia servi-la. 

Sem pestanejar, ela lhe entregou o já amarfanhado envelope, revelando-lhe, de logo, sua enorme preocupação em receber, pela primeira vez na vida, um documento do Poder Judiciário convocando-a para comparecer àquele local, naquele dia e naquela hora. 

Sereno, o juiz conduziu-a até a sala de despachos, abriu o envelope e, após ler seu conteúdo, esboçou um novo sorriso. 

Não se preocupe, minha senhora – disse-lhe o magistrado, trata-se apenas de uma intimação para que dê sua opinião sobre uma desavença que houve entre duas pessoas que moram em sua rua, tendo em vista que a senhora foi arrolada por uma delas como testemunha.

O sorriso do magistrado foi interrompido bruscamente por uma sonora bofetada desferida pela nervosa interlocutora, que aos que aos brados gritou:

“O Senhor me respeite, doutor. Sou uma mulher de família decente e casada. Arrolada é sua mãe!”


  1. ZÉ AMÉRICO E A MARCHA À RÉ DA CORNITUDE

    No alvorecer da década de 70 do século passado, Juarez Moraes Chaves, Carlos Alberto Déda e eu administrávamos o Setor de Crédito Rural da agência do Banco do Nordeste em Simão Dias (quanta saudade!), à época um dos mais dinâmicos do BNB.

    Dentre os funcionários lotados no referido setor havia um popularmente conhecido como Zé Américo, perfeccionista e muito espirituoso.

    Um belo dia, foi dada a Zé Américo a incumbência de tomar uma proposta de um cliente que tinha fama de corno em Simão Dias. 

    Ao enquadrar cada uma das proposições de investimento verbalizadas pelo cliente nos padrões utilizados pelo banco, Zé Américo reduziu significativamente o total ambicionado, em decorrência da imperiosa exclusão dos excessos injustificados.

    Insatisfeito, o cliente esbravejou:

    - Parece que hoje eu pisei em rasto de corno!

    Zé Américo não titubeou e, de plano, formulou a terrível pergunta:

    - Andaste de costas?

  1. A VERGONHA SOB DUAS LENTES INTERPRETATIVAS



    No segundo semestre de 1971, o Banco do Nordeste promoveu o XI Curso de Crédito Rural na Colônia de Iparana, situada na cidade praiana de Caucaia, no Ceará.


    Dentre outras exigências, o BNB estabeleceu, através do seu Departamento de Pessoal, então chefiado pelo Dr. Paulo de Aguiar Frota, afamado e temido por sua indisfarçável sisudez e incontornável mau-humor, que qualquer nota inferior a 7,0 eliminaria inapelavelmente o funcionário participante do treinamento.


    Mal começaram as provas, verificou-se o primeiro tropeço.

    Inconformado com a severidade do castigo, um dos treinandos, corajosamente, travou o seguinte diálogo em sala de aula com o Dr. Paulo Frota:

    - Dr. Paulo, o senhor não acha que seria muito melhor para o banco que o funcionário apenado continuasse participando do treinamento, mesmo que na qualidade de mero assistente, para que incorporasse novos conhecimentos teóricos e melhorasse seu desempenho funcional?

    - Não, não acho. As normas adredemente estabelecidas devem ser rigorosamente cumpridas, respondeu-lhe, visivelmente insatisfeito, o carrancudo gestor.

    - Imaginemos, Dr. Paulo, insistiu o treinando, que o BNB indicasse o senhor para participar de um treinamento promovido pelo Banco Central e que, na véspera de uma das provas mais importantes, o senhor tomasse conhecimento, por via telefônica, que um de seus familiares havia adoecido. E que, no dia seguinte, angustiado e sonolento, não logrou alcançar a nota mínima e foi eliminado do curso. Como o senhor se sentiria?

    - Tranquilo, dada a consciência que tenho de que a instituição promotora do evento nada tem a ver com os problemas pessoais e familiares de cada participante.

    Com incrível naturalidade, o treinando manifestou sua opinião final sobre o assunto:

    - É, Dr. Paulo, mas para quem tem vergonha é um momento muito difícil e doloroso!!!

A PARÁBOLA DOS DOIS FILHOS INTRODUÇÃO As parábolas de Jesus entesouram ensinamentos de inestimável valia para o nosso desenvolvimen...