Queridas irmãs, queridos irmãos.
Que Deus, nosso Pai e Criador, nos abençoe, fortaleça e proteja para que não caiamos em novas tentações e nos libertemos do mal!
Encontramo-nos na antessala de um novo ciclo evolucional. Mas, evidentemente, não será uma simples mudança de folhinha que nos transformará, mesmo que cosmética ou superficialmente.
No entanto, o ano de 2013 poderá vir a ser o Ano Novo de nossas vidas, desde que assumamos - e cumpramos - perante o Altíssimo o sagrado compromisso de administrar o teor preferencial dos nossos pensamentos, positivando-o e revestindo-o com o amor irrestrito pregado por Jesus, Irmão Maior oferecido por Deus para nos guiar na conquista da tão sonhada felicidade.
Porém, dada a nossa fragilidade emocional e extrema subordinação às reivindicações da matéria, quase sempre incompatíveis com o nosso progresso intelecto-moral, a oração constitui-se um recurso indispensável para a manutenção ou retomada da paz e do equilíbrio, essenciais à concretização da plenitude.
Mas como devemos orar?
Em a Voz do Monte (4.ª edição, Brasília, FEB, 1991, págs. 119/120), Richard Simonetti relembra-nos que Jesus nos orienta no sentido de não falarmos e/ou pedirmos muito, pois o petitório longo desvirtua a oração, deslocando-a do solo sagrado das cogitações superiores para o deserto árido dos interesses imediatistas.
E, em momento de grandiosa inspiração mediúnica, Simonetti nos presenteia com um exemplo de repassada beleza e elevado teor ético-moral. Conta-nos a história de um velho e sofrido escravo africano, que não obstante as vicissitudes do cativeiro, revelava profunda serenidade e inesgotável otimismo.
Ele, o escravo, sempre se levantava tão logo o sol brilhava no horizonte, e dirigia-se para a gleba de terra sob seus cuidados munido de uma enxada apoiada sobre seus ombros vergados pelo cansaço, e protegido dos raios solares apenas por um chapéu gasto, amarfanhado.
Contudo, apesar de toda a sua ignorância, o velho escravo cumpria um ritual inalterável: ao chegar ao seu local de labor extenuante desvencilhava-se da enxada, lançando-a ao solo, retirava o chapéu da cabeça, encostando-o ao peito arfante, olhava para o Céu e dizia:
- "Sinhô, nego veio tá aqui."
Sua oração, conquanto sintética e eivada de incorreções vocabulares, brotava de sua alma e, por assim ser, era ouvida amorosamente por Deus.
Intuitivamente, o ancião africano sabia que o Criador, melhor do ele mesmo, conhecia todas as suas necessidades. Para que, portanto, enunciá-las? Por isso, procurava-O apenas na qualidade de um filho que não queria iniciar seu dia, sua jornada de trabalho sem pedir a benção de seu Pai, entregando-se, confiante aos seus cuidados.
Semelhante atitude garantia-lhe o acesso às Fontes da Vida, sustentando-lhe o equilíbrio e a paz, ainda que privado da liberdade.
Que este belo exemplo nos sirva de alicerce para a materialização de uma sólida reforma interior para melhor durante todo o transcurso do ano que se avizinha, alavancando nosso progresso intelecto-moral e abreviando nossa libertação desse mundo de provas e expiações.
São os nossos sinceros votos!!!

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