quinta-feira, 22 de novembro de 2012


UMA FORMA INUSITADA DE LIMPAR A MEMÓRIA DA HP-12C
No período de 12/08 a 22/11/1991, inclusive, o Banco do Nordeste patrocinou a realização do 1.º Curso de Formação de Gerentes Classe Especial, na cidade de Fortaleza(CE).
 
A experiência adquirida em treinamentos precedentes induziu o então chefe do Departamento Financeiro do BNB, Dr. João Batista dos Santos, a prefaciar suas aulas de Matemática Financeira com o ensino das funções básicas da HP-12C, sobretudo no tocante à utilização das cinco primeiras teclas da calculadora.
 
Assim que iniciou os estudos destinados à obtenção da taxa efetiva anual equivalente à taxa de juros de 5% ao mês, ou seja, para resolver a expressão algébrica i= (1 + i)n, sendo ia a taxa efetiva anual, i  a taxa mensal de 5% e n o número de meses do ano, o mestre benebeano se deparou com um problema inesperado: um dos alunos, o "Ferreirinha", não conseguia encontrar o resultado de 79,59% a que todos os demais havia chegado com o emprego das teclas financeiras da HP-12C.

Surpreso, João Batista particularizou a instrução: 

- "Ferreirinha", digite primeiro o número 12 e armazene na primeira tecla da HP, encimada pela letra n; em seguida, digite o número 5 e armazene na segunda tecla, identificada pela letra i; agora, digite o número 100 e clique na tecla PV, para armazená-lo como Valor Presente; aperte agora as teclas FV e CHS e obterás como resultado o montante de  179,59 (100 do capital armazenado em PV + 79,59 de juros). Consequentemente, 79,59% é a taxa efetiva anual equivalente a 5% ao mês. Tudo ok?

-   Tá não, professor. Na minha máquina dá 8.138,15!!!

Por mais algumas vezes o instrutor repetiu pacientemente a sequência dantes exposta, esmerando-se na exposição didático-pedagóca da matéria. Em todas elas, porém, os incompreensíveis 8.138,15 ocupavam teimosamente o visor da HP-12C de "Ferreirinha". 

Após constatar que seu aluno estava armazenando corretamente os números que lhe transmitia, João Batista valeu-se de seu conhecimento matemático e checou, um a um, o conteúdo das cinco primeiras teclas da calculadora utilizada por seu aluno.

Comprovou, então, que a tecla PMT abrigava em suas entranhas um resíduo numérico de 500, oriundo provavelmente de algum exercício matemático anterior, justificando, portanto, os 8.138,15 que apreciam no visor da calculadora (trocando em miúdos: o valor contido na tecla PMT indicava que além do capital inicial de 100, estocado em PV, foram feitos 12 acréscimos mensais, iguais e consecutivos de 500).

Feliz com a descoberta, o mestre instruiu seu aluno de forma estritamente técnica, que se mostraria absolutamente ineficaz e ineficiente: 

- "Ferreirinha", a memória de sua máquina está suja. Limpe-a, e obterás o resultado almejado.

Sem pestanejar, e por desconhecer por inteiro a existência e funções das teclas CLEAR da HP-12C, "Ferreirinha" esfregou o visor de sua calculadora na manga longa da camisa que vestia!!!                        
 

2 comentários:

  1. A HP para mim era um terror. Nunca consegui aprender operar a mesma com eficiência e cheguei a desistir de fazer um curso no qual a sua utilização era indispensável! Lembro muito bem do nosso colega "Ferreirinha". É gente muito boa!!!

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  2. É justamente aí, onde eu digo que conversa enseja conversas; como muitos outros, sou do time do ferreirinha - com todo respeito, 'burras cegas'. Lembro-me que em 1975/76, quando trabalhávamos no BNB-Propriá, surgiu a oportunidade de fazermos o concurso de Escriturário, a realizar-se em Salvador; começamos nos reunir para a devida preparação..., o colega Zé Raimundo Araujo colaborou dando aulas de matemática, no que, também,era muito aplicado, isso por vários dias; o certo é que, quando chegou a véspera, fretamos uma rural e fomos lá, nos submetermos às provas, que iniciava com a cruel matemática, logo ao sairmos das salas, Raimundo que também era integrante da turma, viu que não tínhamos nos saído bem..., com razão para tal, deu aquela bronca! - como é que pode!, a prova foi justamente dentro do que estudamos!!!, nós os derrotados, não tínhamos esperança de êxito; veio depois o resultado - ele foi um dos primeiros colocados, como era de se esperar, e nós, nada.
    Valeu o 'vai e vem', as brincadeiras...; mas, o meu castigo merecido aconteceu; pois, eu estava com o dedão do pé achatado, por conta da unha cravada, aí, no regresso, já na cidade de Entre Rios, numa paradinha estratégica, para aliviar o cansaço da viagem, ao descermos da rural, o colega que vinha na frente, não vou dizer quem era..., soltou o banquinho de vez, foi mesmo em cima do dedão!!!, foi um tremendo sangueiro dentro do sapatinho fofo; chegamos em Propriá, eu quase engatinhando..., além de perder o concurso, levar uma tremenda bronca do Mestre Zé Raimundo, é pra esquecer!??. Aconteceram outras maneladas, depois, quem sabe, eu comentarei...; sou muito grato a muitos colegas, com quem convivi.

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