sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

DE QUE ERA MESMO O CALDINHO?...

Gerenciei a agência do Banco do Nordeste em Arapiraca de 1978 a 1983, quando a economia local se destacava pela farta exportação de folhas de fumo para Cuba, França, Itália, Estados Unidos e outras nações.

Contava-se, então, um caso deveras hilário e interessante.

Um ex-prefeito arapiraquense, eleito deputado federal, viajou pela primeira à Brasília e, em lá chegando, foi convidado por outros parlamentares para um jantar de confraternização num dos restaurantes mais luxuosos da capital federal.

Frequentador assíduo de ambientes mais simples, em que lhe era servido o tão apreciado churrasco de porco, boi e galeto, o representante do povo alagoano estampou de chofre a sua fascinação pelo luxo e requinte da casa selecionada por seus pares.

Nervoso, não lhe foi dado perceber que os demais fregueses utilizavam o líquido perfumado contido numa bela tigela de porcelana colocada à frente de cada qual para higienizarem suas mãos. E, coitado, acostumado a tomar seus aperitivos com caldinhos de feijão enriquecidos com pedacinhos de jabá, não pestanejou: ingeriu todo o conteúdo do recipiente que lhe fora destinado.  

Seus amigos - se é que se lhe podem atribuir esse apelido - entreolharam-se surpresos e estupefatos, esboçaram sorrisos habilmente disfarçados, mas nada disseram.

Quando o maitre compareceu à mesa para colher opiniões, sugerir cardápios e anotar pedidos, o neófito deputado alagoano, enxugando os lábios ainda umedecidos, perguntou-lhe:    

-"De que era mesmo o caldinho?"

Um comentário:

  1. Não sei se estou sendo inconveniente, mas aconteceu com o gerente do BNB-Arapiraca, justamente nesse período 1978 a 1983, quando, observados todos os requisitos e exigências legais, determinada Empresa local estava sendo contemplada com um financiamento considerado de alto valor.
    Os fatos viram história, e, esta, muita gente sabe: - 'O então gerente, ao chegar em casa para o almoço, como não podia deixar de ser, foi surpreendido com um Fusca - zero Km, na sua garagem; sua esposa já veio indagando - Raimundo! porque este carro?, nós já temos nosso carro para as viagens!; os portadores até perguntaram se eu me agradei, fiquei mais embaraçada ainda!
    Ele entendeu logo o que estaria acontecendo. Foi ao telefone ligou de imediato, para a Administração da Firma...
    Depois de insistir esclarecendo os trâmites legais pelos quais a Empresa estava sendo beneficiada com o vultuoso financiamento, que há época, não seria tão fácil, agradeceu e pediu que mandasse buscar o lindo fusca; não aceitaria por vários motivos, sobretudo, porque o Banco já lhe remunerava o suficiente para gerenciar seus negócios...
    Ele sempre foi assim, depois tem outras histórias interessantes do Colega Zé Raimundo; por isso - Esse Cara é Ele.

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