Duas pequeninas e simples palavras, enunciadas com apenas oito letras do nosso alfabeto, definem com precisão cirúrgica o objetivo maior da vida de cada um de nós: SER FELIZ!
Entretanto, impõe-se a indagação: é-nos possível conquistar a felicidade na Terra? Noutras palavras: podemos ser felizes em um planeta categorizado pelos Espíritos Superiores como mundo de provas e expiações em face do grau de inferioridade dos seus habitantes que, subordinados à matéria, privilegiam prazeres fúteis e paixões efêmeras em detrimento do aprimoramento espiritual?
A célebre máxima do Eclesiastes: "A felicidade não é deste mundo" parece responder de forma definitiva e desalentadora à questão formulada.
Com efeito, convivemos no dia a dia terráqueo com pessoas jovens, famosas, ricas e/ou poderosas — os pseudoventurosos da Terra, tão invejados por aqueles para os quais o desfrute concomitante da juventude, do poder e da riqueza assegura a conquista da felicidade —, “criaturas abastadas” que, no entanto, queixam-se amargamente de suas vidas biológicas e, insatisfeitas, enredam-se cada vez mais nas malhas fortes e sombrias da devassidão e dos vícios mundanos, animalizando-se, deprimindo-se e, não raro, cometendo crimes e/ou suicídio, tudo por desconhecerem que neste mundo, cada um tem sua cota de labor e de miséria, sua fração de dores e de sofrimentos.
O texto bíblico e as disfunções comportamentais anteriormente reportados contrastam com a bondade e a misericórdia divina, justificando a formulação de uma pergunta capital: será que da mesma forma que o mais árido deserto possui oásis floridos e acolhedores, a nossa mãe-Terra também não dispõe de ambientes saudáveis semelhantes em cujo âmbito possamos nos abrigar e desfrutar pelo menos excepcionalmente da felicidade?
Por intermédio da extraordinária mediunidade apostólica do sempre querido e saudoso Francisco Cândido Xavier (1910-2002), o Espírito Emmanuel elucida que o fato de a felicidade não ser deste mundo não significa que a felicidade não seja do homem (a palavra homem é aqui e de ordinário empregada em sentido lato, significando o ser humano em geral, a Humanidade).
De nossa parte, há mais de duas décadas integramos a falange de servidores espíritas encarnados sergipanos, participando, inclusive, da equipe assistencial do Dr. Bezerra de Menezes (1831-1890) que, às segundas-feiras à noite, atende gratuita e caridosamente a dezenas de enfermos no PROSEBEM – Pronto Socorro Espiritual Bezerra de Menezes, muitos deles vitimados por graves enfermidades em fase bastante avançada ou terminal, já desenganados pela medicina tradicional.
No longo e benfazejo exercício de tais atividades assistenciais temos tido a graça de comprovar melhorias e curas cientificamente inexplicáveis, decorrentes da substituição, pelo doente, de paradigmas mentais negativos por padrões íntimos positivos recomendados pela espiritualidade amiga.
Os estudos teóricos realizados, as análises casuísticas desenvolvidas e as intuições mediúnicas internalizadas alicerçaram nossa fé de que podemos, sim, ser felizes e sadios em nosso planeta, tanto quanto o beduíno sedento e fatigado que após resistir corajosamente às intempéries do deserto encontrou um oásis acolhedor e nele se dessedentou, descansou, renovou suas forças e prosseguiu sua dura e longa viagem rumo à querida terra natal.
Valendo-nos da mesma metáfora, enfatizamos que para alcançar o oásis repousante o beduíno precisou suportar toda a aridez do deserto, passar sede e fome, sofrer, enfim. Guardadas as devidas proporções, a conquista da felicidade possível na dimensão energética onde nos encontramos requer também bravura, entusiasmo, disposição e luta.
Mas, para sermos felizes precisamos conhecer as noções básicas sobre a origem e a natureza do Cosmo e do planeta que habitamos, necessitamos autodescobrir-nos, trazer à tona nossas virtudes e defeitos sem emitir nenhum juízo de valor, sem recriminações, perdoando-nos e perdoando irrestritamente a tudo e a todos.
A ação de perdoar removerá as crostas áuricas produzidas pelos pensamentos e sentimentos negativos prolongados ou reiterados, restaurando nosso equilíbrio energético, recompondo a harmonia do nosso organismo e revestindo-nos com a argamassa protetora do amor sublime pregado pelo Mestre Jesus, nosso irmão-maior, modelo e guia.
Amar acima de tudo ao Pai-Criador, amar-se e amar indiscriminadamente a todos os seres que compõem a maravilhosa orquestra divina: eis a única e singela receita prescrita por Jesus, tendo por único ingrediente o amor genérico, sincero e desinteressado, que precisamos elaborar mediante a emissão de pensamentos e sentimentos predominantemente amorosos, para saborearmos o banquete de luz comemorativo da conquista da tão desejada felicidade.
Que tal priorizarmos sua elaboração?
Amar acima de tudo ao Pai-Criador, amar-se e amar indiscriminadamente a todos os seres que compõem a maravilhosa orquestra divina: eis a única e singela receita prescrita por Jesus, tendo por único ingrediente o amor genérico, sincero e desinteressado, que precisamos elaborar mediante a emissão de pensamentos e sentimentos predominantemente amorosos, para saborearmos o banquete de luz comemorativo da conquista da tão desejada felicidade.
Que tal priorizarmos sua elaboração?

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