No longínquo dia 8 de março de 1857, bravas operárias de uma fábrica de
tecidos situada em Nova Iorque paralisaram suas atividades laborais e tomaram de
assalto as dependências da indústria têxtil onde exerciam suas atividades para reivindicar a redução
da jornada diária de trabalho de 16 para 10 horas, equiparação salarial e
tratamento igualitário com os operários do sexo oposto.
A manifestação grevista foi reprimida com brutal violência, sendo as
operárias trancafiadas dentro da própria fábrica, logo a seguir incendiada. Estima-se
que 130 tecelãs tenham morrido carbonizadas.
Em 1910, durante uma conferência realizada na Dinamarca, elegeu-se o dia
8 de março como "Dia Internacional da Mulher", em homenagem às aguerridas
operárias que foram brutalmente assassinadas em 1857.
No entanto, somente em 1975 a ONU – Organização das Nações Unidas oficializou
a data reverenciadora.
Hoje, dia 8 de março de 2013, conquanto o mundo terreno ainda preserve, por atavismo, alguns ranços machistas (é incrível, mas ainda há pessoas que
creem no dogma religioso de que fomos expulsos do paraíso em virtude de Eva ter
desobedecido ao Criador e comido parte de uma maçã. E mais: ainda seduziu seu parceiro, o pobre Adão, a também experimentar a fruta proibida, prejudicando-o e a nós outros irremediavelmente).
À medida, porém, que os estudos bioenergéticos evoluem, comprova-se cada vez mais decisivamente a fortaleza que é o tão mal denominado sexo frágil.
Tomemos como referencial, à guisa exemplificativa, a aura humana, ou seja, o campo energético protecional que circunvolve o ser humano.
Analisando-as sob prisma estritamente científico, todos os estudiosos constataram que a mulher de ordinário irradia maior quantidade de energia vital do que o homem, acréscimo plenamente justificado, dizemos nós, por ser ela co-criadora, possuir útero e par de seios destinados essencialmente à geração e alimentação primária de novos seres.
Poderíamos enveredar por outras vertentes cognitivas (inteligência, dinamismo, sensibilidade), mas não vemos a menor necessidade de fazê-lo, de ultrapassar as fronteiras do que dissemos em relação à capacidade feminina de gerar energia vital através de suas emanações áuricas, bem como a de gerar novos seres humanos no exercício de sua divina função reprodutora.
Parabéns, minhas queridas irmãs. Perdoe-nos pela petulância atávica e injustificada de ainda nos rotularmos, embora cada vez menos, como sexo forte.
Que bom seria se toda fragilidade humana guardasse correspondência energética com o inadequado e desconexo apelido de sexo frágil dado a vocês, mulheres.
Que Deus sempre as abençoe, ilumine e proteja, renovando-lhes as forças e a paciência para aturar nossos defeitos e imperfeições machistas.

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