quarta-feira, 22 de maio de 2013

UM ATO FILIAL DE LOUVOR



Pai Nosso, que estás nos Céus,

Quando admiro a beleza, a harmonia e o equilíbrio dos mecanismos que regem o Universo, sinto a agradável obrigação de parabenizar seu Autor, dizendo-lhe:

Santificado seja o Vosso nome! 

E iluminado pelas luzes energéticas da Criação, vejo-me impulsionado por uma irresistível vontade de retornar ao plano espiritual. Mas sabendo que ainda não me desmaterializei a ponto de merecer o regresso almejado, lembro-me mais uma vez de Jesus e digo:

Venha a nós o Vosso Reino!   

Minha resignação, contudo, em nada afasta o propósito de empreender a viagem de volta. O que Vos devo pedir então? Permanecer mais algum tempo neste sofrido mundo de provas e expiações ou volver ao mundo primitivo? A problemática, como sempre, tem sua resolução nas sábias lições professadas por Cristo, nosso Irmão-Maior, Mestre e Amigo Leal:

Seja feita a Vossa vontade, assim na Terra como nos Céu.

Consciente de que, dada a minha inferioridade, não disponho de faculdades para compreender a natureza íntima das coisas, deixo que as forças instintivas emerjam e, feliz,  percebo que elas me intuem a Vos pedir as energias vitais indispensáveis aos meus corpos espiritual e material. E, seguindo os passos do Nazareno, Vos peço        

O pão nosso de cada dia nos dai hoje.  

Pai amado e misericordioso, as luminescências do conhecimento já me despertaram no sentido de reformar meus padrões mentais, mediante o semear exclusivo de pensamentos positivos cujo poder detergencial saneará as crostas áuricas formadas pelos pensamentos negativos prolongados ou reiterados, restaurando meu equilíbrio emocional, minha harmonia orgânica e meu entusiamo pela vida, onde quer que eu esteja, pois sempre estarei na escola apropriada ao meu aprendizado. Por assim crer, Vos peço agora:

Perdoai as nossas dívidas, assim como perdoamos aos nossos devedores.

Pai Querido, não me sinto suficientemente seguro para resistir aos reclamos sinuosos da matéria, aos sofismas dos conselhos pérfidos, ao domínio atávico das más inclinações que me trouxeram até este mundo tão sofrido. Graças a Jesus, no entanto, quando a tristeza começar a rondar minha tela mental, prenunciando novos tropeços e fracassos existenciais, expulsá-la-ei de minhas cogitações com as rogativas insculpidas no epílogo do Pai Nosso:

Não nos deixes entregues à tentação, mas livrai-nos do mal.

Que assim seja, 

SEMPRE!    




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