Numa inspirada metáfora, o médium Alírio de Cerqueira Filho, médico, biólogo, psiquiatra e especialista em psicoterapia transpessoal e medicina homeopática, sugere-nos mentalizar a imagem de um jardim repleto de flores multicoloridas, banhado por um riacho de águas mansas e cristalinas que emitem sons maviosos, umedecem e fertilizam o solo onde árvores frondosas agasalham pássaros de variadas espécies que entoam sinfonias deslumbrantes (Alírio, 2005).
A serenidade espelhada na bela projeção mental trazida à
tona revela, com elegante perfeição, o descanso da alma assegurado por Jesus para
todos aqueles que adotarem o amor, a mansidão e a humildade como diretrizes
existenciais, noutras palavras, que lograrem a saúde espiritual: a saúde da
mente, do espírito e do corpo físico.
Impõe-se, de logo, dissipar uma dúvida que
atormenta inúmeros estudiosos da saúde integral ou tridimensional do ser humano,
qual seja:
Em sendo a mente um
atributo da alma, e esta uma centelha divina, como é possível a ocorrência de
enfermidades nessa essência amorosa?
A resposta que satisfaz a questão suscitada é deveras
complexa, mas ao mesmo tempo fascinante, emocionante, encantadora, pois comprova
a infinita sabedoria do Pai-Criador.
Com efeito, ao criar cada um de nós, seus filhos
amados, Deus gravou suas leis, de forma indelével, no hemisfério consciencial
da mente, conforme revelaram os Espíritos Superiores a Allan Kardec na resposta dada à Questão 621 de O Livro dos
Espíritos, in litteris:
Questão 621. Onde está escrita a lei de Deus?
Resposta: “Na consciência.”
Depreende-se,
portanto, que tanto quanto os modernos computadores contemporâneos — eis-nos diante
de outra metáfora —, já nascemos com o programa operacional previamente instalado!
Visando garantir, com absoluta imparcialidade, a evolução
meritória de seus filhos, Deus reservou outro espaço na mente, fronteiriço
àquele, para o exercício do livre-arbítrio, isto é, para a livre manifestação
dos nossos pensamentos, faculdade a que a Doutrina Espírita chama de “diadema
da razão”.
Percebe-se, pois, que ao ser emitido, cada
pensamento é confrontado com os mandamentos expressos nas leis divinas, consolidados
na Lei de Amor, podendo, à evidência, ocorrer duas situações distintas e antagônicas,
a saber:
1. o pensamento
elaborado, em sendo amoroso, coaduna-se com os ditames da lei de Deus, situação
ideal que mantém a criatura humana conectada com seu Criador, fecundando-a de
energias salutares que lhe proporcionam equilíbrio psicológico, harmonia
orgânica, fortalecem sua aura e irradiam-se pelos poros perispiríticos, beneficiando
ao próximo como a si mesma; ou,
2. o pensamento emitido,
de matiz desamorosa, conflita com a lei divina, afastando a criatura da Fonte
do Poder, do Amor e da Vida, causando-lhe desequilíbrio mental; mas não é só: à
medida que o distanciamento persiste, o ser humano debilita-se energeticamente
e gera fissuras em sua aura pelas quais agentes invasores malsãos penetram em
seus organismos materiais, multiplicam-se velozmente e causam uma imensa variedade
de doenças.
No
magnífico livro Plenitude, psicografado por Divaldo Pereira Franco, a veneranda
Joanna de Ângelis esclarece que as doenças que assolam nossos corpos provêm da
desarmonia vibratória dos órgãos que compõem a maquinaria orgânica, permitindo
a proliferação de elementos destrutivos.
Por assim ser, prossegue o Espírito Amigo, todo
trabalho de regularização deve sempre partir da energia para o corpo, do
espírito para a matéria (Joanna, 1991).
Nesse toar, é essencial o cultivo de ideias
positivas e a sintonia mental permanente da criatura com a Fonte Geradora da
Vida, objetivando a preservação ou restabelecimento do equilíbrio mental e consequente
manutenção ou restauração da harmonia vibratória das peças que compõem o
organismo perecível.
Cabe-nos
aduzir que as análises e os estudos mais profundos do tema ora prefaciado estão sendo gradativamente encartados numa obra singela, mas que vem sendo elaborada a muitas mãos em consonância com os princípios básicos da Doutrina
Espírita e sob as luzes esclarecedoras de
queridos amigos espirituais, mormente dos companheiros da equipe de Dr. Bezerra
de Menezes, liderada por Irmão Salim, que às noites de segunda-feira assistem a
dezenas de irmãos necessitados nas instalações do Prosebem – Pronto Socorro Espiritual Bezerra de Menezes, equipe
da qual fazemos parte há cerca de 12 (doze) anos, não por mérito pessoal, mas,
sim, por acréscimo de bondade do Pai Celeste.
A
beleza e o inestimável valor filosófico, científico e religioso do pouco que
conseguimos captar, aprender e documentar ao longo desses anos - e que pretendemos divulgar paulatinamente em doses didáticas compatíveis com a nossa reconhecida
condição de aprendiz -, comprovam, à exaustão, a graça divina de termos Jesus-Cristo
como Mestre, Guia e Modelo, razão bastante para que cultivemos uma profunda
gratidão a Deus, Nosso Pai que está nos céus!
José Raimundo Araújo
Aracaju,
Inverno de 2013.

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