A Psicologia Espírita esclarece-nos que as doenças são fenômenos consequenciais causados pelo afastamento de nossa Essência Amorosa e, por extensão, do Pai-Criador de que emana.
Soberanamente justo e bom, Deus é o Supremo Amor. Não nos criou, portanto, para sermos doentes, tristes, infelizes. Ao contrário, criou-nos como seus filhos amados para que desfrutássemos de saúde, alegria e felicidade eternas, impondo-nos, para tanto, apenas a obrigação de aceitar todos os fatos e circunstâncias do cotidiano terreno como dádivas divinas, e sob o jugo suave do amor, da mansidão e da humildade proposto por Jesus, nosso Mestre, Guia e Modelo, erradicarmos definitivamente o desamor e o pseudoamor de nossos corações.
Lamentavelmente, ainda predomina a visão materialista da doença. Esse desvio percepcional tem restringido bastante a atuação da medicina e demais ciências da saúde, limitando-a à busca desesperada de armas cada vez mais poderosas para combater a doença manifestada no corpo físico, como se ela fosse causa e não, efeito. O nome de vários remédios revela essa inconsequente belicosidade: antibióticos, antidepressivos, anti-hipertensivos, anti-histamínicos etc.
De há muito a espiritualidade amiga vem esclarecendo que a causa primária das doenças mentais ou físicas não está no corpo material, porém no hemisfério mental reservado ao exercício do livre-arbítrio, razão pela qual todo o esforço despendido pelos cientistas findam sendo paliativos que reduzem os sintomas (efeitos) das enfermidades, mas não as curam, porquanto não eliminam suas verdadeiras causas.
A dualidade persiste e as enfermidades crescem assustadoramente.
Nos dias atuais, os cientistas acreditam que as doenças provêm de anomalias genéticas ocorridas na esfera dos cromossomos. Mesmo que isso se confirme, descobrir-se-á um efeito e não a causa genérica das enfermidades. Afinal, o que provocou as mutações cromossomáticas?
Melhor sorte não se vislumbra às tentativas da neurociência de provar que as doenças psíquicas são causadas por desequilíbrios cerebrais. A mesma pergunta se faz ouvir: o que provocou as modificações do metabolismo cerebral?
Em ambas as hipóteses, os ilustres pesquisadores tomam o efeito pela causa, e, trilhando a estrada errada, não chegarão ao destino pretendido.
A Doutrina Espírita, filosófica, científica, religiosa e psicológica - posto que apoiada na palavra do Divino Mestre -, revela-nos que as doenças têm suas causas entranhadas no psiquismo do Espírito imperfeito, cujo teor preferencial dos pensamentos privilegia o desamor e o pseudoamor.
Infere-se, pois, que tendo fatos geradores extrínsecos, transmateriais, a doença nunca poderá ser evitada ou curada por meios intrínsecos, materiais.
Como é melhor prevenir do que remediar, o ser humano, sua vítima, deve envidar todos os esforços que estejam aos seu alcance para evitar a doença, não mediante atavismos medievais, mas a partir do desenvolvimento da saúde espiritual: a saúde da mente, do perispírito e do corpo físico.
Perscrutando a questão com maior rigor analítico, aprendemos que foram as nossas próprias escolhas equivocadas ou mal-intencionadas que nos levaram à vicinal piçarrenta e esburacada do desamor e do pseudoamor, imprimindo, no aparelho genético perispiritual, tendências à contração de doenças psíquicas e/ou psicossomáticas, cuja eclosão dar-se-á, ou não, no todo ou em parte, nos mesmos órgãos lesados em outras reencarnações, a depender de como for exercitado o nosso livre-arbítrio.
A problemática relativa ao processo saúde-doença somente será equacionada quando a ciência considerar que a criatura humana é um ser composto por três realidades energéticas: Essencial, Intermediária e Física.
Vejamo-las de per si.
1. REALIDADE ESSENCIAL OU CAUSAL – É a nossa Alma, a Essência Divina que somos, o Corpo Causal, a mais pura fonte de energias eletromagnéticas. Suas irradiações são imprescindíveis para o equilíbrio energético dos nossos corpos. Por isso adoecemos quando, pelo desamor, bloqueamos seus fluxos amorosos vitalizantes;
2. REALIDADE INTERMEDIÁRIA – É o nosso Perispírito, o corpo semimaterial que promove a união da Alma com o Corpo Físico. Constitui-se de várias faixas ou frequências energéticas, tão mais densificadas quanto seja a proximidade do Corpo Material. É no Perispírito que estão os sete chacras principais. Quando por atos desamorosos, rebeldes ou orgulhosos bloqueamos as energias geradas pelo Corpo Causal, debilitamos e criamos deformidades no Modelo Organizador Biológico (Perispírito) que fatalmente causar-nos-ão doenças físicas;
3. REALIDADE FÍSICA – Compreende o nosso Corpo Físico, o revestimento mais denso que reveste a nossa Alma quando estamos encarnados.
Analisando detidamente a mais extraordinária de todas as criaturas, observamos que o intercâmbio entre o Corpo Físico e o Corpo Causal dá-se através dos cinco sentidos sensoriais (visão, audição, olfato, paladar e tato), que imprimem suas sensações no Corpo Intermediário e este as repercute no Corpo Causal. Em viagem de retorno, o Perispírito repercute no Corpo Físico tudo o que assimilou da Essência Divina.
Conclui-se, pois, que o corpo físico é a manifestação visível do Ser Essencial, com o qual interage por intermédio do Corpo Perispiritual.
Três fontes energéticas que se interpenetram e complementam.
Uma obra-prima da Inteligência Suprema!
Quando a tríade corpórea vibra de forma uníssona, fecundada pelo Amor Divino — a seiva da vida —, desfrutamos de paz mental e saúde corporal (mens sana in corpore sano).
Quando, no entanto, por ignorância, orgulho e rebeldia malbaratamos a energia essencial do amor, intranquilizamo-nos mentalmente e adoecemos perispiritual e fisicamente.
Mergulhemos mais fundo no fascinante universo do processo saúde-doença.
A Lei de Deus é a Lei de Amor, gravada de forma indelével em nossa consciência, conforme consta da Questão 621 de O Livro dos Espíritos, in verbis:
A Lei de Deus é a Lei de Amor, gravada de forma indelével em nossa consciência, conforme consta da Questão 621 de O Livro dos Espíritos, in verbis:
Questão 621. Onde está escrita a lei de Deus?
Resposta: "Na consciência."
Pai justo e amoroso, Deus disponibilizou um espaço nobre em nossa mente, inter-relacionado ao hemisfério consciencial, para o exercício do livre-arbítrio.
De tal arte, cada pensamento emitido pelo Espírito é submetido à Lei de Amor, podendo, à evidência, ocorrer duas situações distintas e antagônicas, a saber:
De tal arte, cada pensamento emitido pelo Espírito é submetido à Lei de Amor, podendo, à evidência, ocorrer duas situações distintas e antagônicas, a saber:
1. o pensamento elaborado, em sendo amoroso, coaduna-se com os ditames da Lei de Deus, situação ideal que mantém a criatura humana conectada com o Pai-Criador, fecundando-a de energias salutares que lhe proporcionam equilíbrio psicológico, harmonia orgânica, fortalecem sua aura e irradiam-se pelos poros perispiríticos, beneficiando ao próximo como a si mesma; ou,
2. o pensamento emitido, de matiz desamorosa, conflita com a Lei Divina, afastando a criatura da Fonte do Poder, do Amor e da Vida, causando-lhe desequilíbrio mental; mas não é só: à medida que o distanciamento persiste, o ser humano debilita-se energeticamente e gera fissuras em sua aura pelas quais agentes invasores malsãos penetram em seus organismos materiais, multiplicam-se velozmente e causam uma imensa variedade de doenças.
Em resumo: todas as vezes que agimos de forma desamorosa, rebelde ou orgulhosa, desrespeitando a Legislação Divina, interrompemos ou suspendemos o fluxo de energias vitais proveniente do Ser Essencial. A interrupção ou suspensão do fluxo energético obriga o Corpo Perispiritual a reduzir a cota destinada ao Corpo Físico que, desenergizado, adoece mental e fisicamente.
As doenças, parafraseando a querida mentora Joanna de Ângelis, são um excelente mecanismo da vida a serviço da própria vida, pois nos advertem de que algo em nós está errado. Elas exteriorizam, no corpo material, um desequilíbrio energético vigente na trindade corpórea, decorrente do bloqueio do fluxo de amor — o combustível da vida — gerado pelo Ser Essencial.
Diante dessa inamovível realidade é impossível que as doenças sejam curadas de fora para dentro, ou seja, com o emprego exclusivo de recursos materiais (medicamentos, cirurgias etc.), que somente atuam nos efeitos sintomáticos, e nunca atingem as causas reais das enfermidades.
Convém assinalar, entretanto, que tais procedimentos são coadjuvantes indispensáveis no tratamento global da criatura enferma, porquanto ao aliviá-la das dores e sofrimentos permite-lhe refletir com mais sobriedade sobre a negatividade de suas cognições, sentimentos e emoções, despertando-lhe a vontade de nobilitá-los.
Convém assinalar, entretanto, que tais procedimentos são coadjuvantes indispensáveis no tratamento global da criatura enferma, porquanto ao aliviá-la das dores e sofrimentos permite-lhe refletir com mais sobriedade sobre a negatividade de suas cognições, sentimentos e emoções, despertando-lhe a vontade de nobilitá-los.
A visão holística da doença comprova a necessidade de que seu tratamento abranja todas as dimensões ou níveis energéticos que compõem o ser humano.
Apreciemo-los.
Apreciemo-los.
NÍVEL FÍSICO OU SOMÁTICO – O Corpo Material, dada a maior condensação energética que lhe é ínsita, é o hospedeiro dos sintomas da doença, o recinto onde se nos apresentam os efeitos dolorosos da enfermidade.
Ao tratá-lo, portanto, a medicina tradicional combate tão-somente os efeitos evidentes da doença. Não alcança suas causas.
NÍVEL FLUÍDICO OU INTERMEDIÁRIO – O Perispírito é a roupa íntima da Alma, a sua primeira indumentária.
De natureza semimaterial, cabe-lhe modelar o Corpo Físico ao qual ligará a Essência Divina. É devido a essa característica dominante que a Psicologia Transpessoal o chama de Modelo Organizador Biológico.
Além dos sete chakras principais que lhe são privativos, o Perispírito detém as matrizes de todos os órgãos existentes no corpo somático. Assim, suas deficiências sempre se manifestam no Corpo Físico, tanto quanto o bolo revela a protuberância ou reentrância da forma em que foi assado.
Além dos sete chakras principais que lhe são privativos, o Perispírito detém as matrizes de todos os órgãos existentes no corpo somático. Assim, suas deficiências sempre se manifestam no Corpo Físico, tanto quanto o bolo revela a protuberância ou reentrância da forma em que foi assado.
Nesse nível intermediário operam, dentre outras, a medicina homeopática, a acupuntura, os passes magnéticos e as psicoterapias em geral.
Por atuarem não só no Corpo Físico, mas também na esfera do corpo fluídico e das emoções, elas normalmente proporcionam alívio mais intenso e duradouro.
Por atuarem não só no Corpo Físico, mas também na esfera do corpo fluídico e das emoções, elas normalmente proporcionam alívio mais intenso e duradouro.
Mesmo assim, não curam, pois não atingem a causa profunda da doença, sediada no hemisfério mental reservado ao exercício do livre-arbítrio.
NÍVEL ESSENCIAL OU CAUSAL – A Essência Divina que somos é vitalizada pela energia do Amor emanada do Pai-Criador, com O qual, evidentemente, precisamos estar sempre em comunhão espiritual.
Ao nos distanciarmos da Fonte Provedora da Vida, interrompemos ou suspendemos o fluxo bioenergético que nos anima, e, sem receber as energias vitais ou recebendo-as em quantidade insuficiente, nossa usina mental não mais consegue abastecer adequadamente o Corpo Fluídico, o qual, por sua vez, também perde a condição de vitalizar o Corpo Físico.
A falta de energia apaga a luz do Espírito, enfraquecendo-o.
Aproveitando-se da escuridão, agentes malignos invadem seu domicílio físico e roubam-lhe a joia mais preciosa que nele encontram: a saúde.
A metáfora mediúnica revela-nos a causa genérica das doenças: o desequilíbrio energético gerado pelo próprio Ser que se desconectou da Energia Divina.
Por assim estar esclarecido, concluímos que somente nesse nível é que se pode obter a cura efetiva das enfermidades.
Aproveitando-se da escuridão, agentes malignos invadem seu domicílio físico e roubam-lhe a joia mais preciosa que nele encontram: a saúde.
A metáfora mediúnica revela-nos a causa genérica das doenças: o desequilíbrio energético gerado pelo próprio Ser que se desconectou da Energia Divina.
Por assim estar esclarecido, concluímos que somente nesse nível é que se pode obter a cura efetiva das enfermidades.
Nessa ambiência energética atuam a meditação, a prece, a caridade fraterna, a psicoterapia profunda de caráter transpessoal e várias outras práticas espirituais que visam auxiliar a reforma íntima para melhor do Espírito sofredor.
É importantíssimo observar que nesse nível mais profundo somente existe autocura. Apenas o doente pode promover a cura da doença que ele gerou em si mesmo, porquanto a cura só acontece de dentro para fora, como resultado de uma rigorosa reforma interior para melhor, a partir da qual a criatura homogeneíze seus pensamentos com as Leis Divinas, reencontrando-se com sua Essência Amorosa e rearticulando sua comunhão com o Pai-Criador.
Somente ele poderá apertar o interruptor que o religará à Usina da Vida!
Somente ele poderá apertar o interruptor que o religará à Usina da Vida!
A recomposição do fluxo bioenergético poderá não eliminar de logo a doença, mas desenvolverá gradativamente a saúde.
A doença física, dependendo do estágio em que se encontre, poderá até mesmo permanecer, mas não impedirá que a pessoa sinta-se cada vez mais saudável, na medida em que aceite, com resignação dinâmica e cristã, o mecanismo expiacional como um instrumento indispensável à restauração e preservação da saúde espiritual.
Autoconhecermo-nos, conquistarmos, como aprendizes do Mestre Divino, o comando efetivo da faculdade do livre-arbítrio, de sorte que o teor preferencial dos pensamentos seja sempre amoroso, eis os requisitos que precisamos satisfazer para desfrutarmos de equilíbrio emocional, harmonia orgânica e entusiasmo pela Vida, os nutrientes essenciais da saúde espiritual.
Quanto mais nos esforçamos para concretizar esses objetivos purificadores, mais sentimos brotar do solo mais fértil dos nossos corações um profundo sentimento de gratidão ao Pai-Criador.
A doença física, dependendo do estágio em que se encontre, poderá até mesmo permanecer, mas não impedirá que a pessoa sinta-se cada vez mais saudável, na medida em que aceite, com resignação dinâmica e cristã, o mecanismo expiacional como um instrumento indispensável à restauração e preservação da saúde espiritual.
Autoconhecermo-nos, conquistarmos, como aprendizes do Mestre Divino, o comando efetivo da faculdade do livre-arbítrio, de sorte que o teor preferencial dos pensamentos seja sempre amoroso, eis os requisitos que precisamos satisfazer para desfrutarmos de equilíbrio emocional, harmonia orgânica e entusiasmo pela Vida, os nutrientes essenciais da saúde espiritual.
Quanto mais nos esforçamos para concretizar esses objetivos purificadores, mais sentimos brotar do solo mais fértil dos nossos corações um profundo sentimento de gratidão ao Pai-Criador.

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